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AOS TEUS OLHOS DE MENINA

TÍTULO
AOS TEUS OLHOS DE MENINA
COMPOSITORES
LETRA
NENITO SARTURI
IVO BRUM
MÚSICA
MIGUEL MARQUES
INTÉRPRETE
MIGUEL MARQUES
RITMO
CANÇÃO
CD/LP
14º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA
FESTIVAL
14º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA
DECLAMADOR
AMADRINHADOR
PREMIAÇÕES
1º LUGAR


AOS TEUS OLHOS DE MENINA
(Nenito Sarturi, Ivo Brum, Miguel Marques)

Onde andará a menina, que o tempo envelhece
Onde andarão os seus olhos, para a alegria dos meus?
Mesmo longe eu estou perto através dos olhos seus
Será que amenina enxerga quanto enxergo eu?

E quando me encontro assim, peregrinando horizontes
Percebo um pouco de mim nesses seus olhos brilhantes
Ah menina dos meus olhos, deito meus olhos nos teus
Pois através do teus olhos me vejo perto dos meus.

Toda vez que eu olho o campo por onde a vejo passar
A saudade desce um manto nos confins do teu olhar
Eu sei que não deveria ter apego a este olhar
E fazer-se a fantasia, e de sempre a me rondar.

Então me escondo sozinho nos olhos dessa pequena
E me entrego um pouquinho à nostalgia terrena
Ah menina dos meus olhos, deito meus olhos nos teus
Pois através do teus olhos me vejo perto dos meus.



O MEDO


TÍTULO
O MEDO
COMPOSITORES
LETRA
MARIO AMARAL
MÚSICA
CARLOS CATUIPE
INTÉRPRETE
LOMA
RITMO
CANÇÃO
CD/LP
16ª SEARA DA CANÇÃO NATIVA
FESTIVAL
16ª SEARA DA CANÇÃO NATIVA
DECLAMADOR
AMADRINHADOR
PREMIAÇÕES
MELHOR MELODIA
MELHOR INTERPRETE - LOMA

O MEDO
(Mario Amaral, Carlos Catuipe)

O medo é verbo latente aos olhos do sonhador
Quando lhe queima a paixão descrita por desamor
Veste o manto da espera ao guardar-se em segredos
Desenha desesperança revelando um novo enredo

O medo vem a cabresto quando se prende a palavra
No “S” cru da espada que a pena semeia e lavra
Rabisca um rumo incerto pra cancela que se abre
É poeira, é noite, é ilusão, que na estrada não cabe

O medo é nuvem negra
No ventre do temporal
O medo só amansa
A voz dos punhais
Com a força da cruz de sal

O medo faz valentias ao pulsar das horas pardas
Quanto mais se encolhe a lã mais o bendito se alarga
Muda o semblante das horas com sua cara sombria
Enche de escuro o tempo pra vida em rebeldia

O medo conta rosários nas vergas fundas da mão
Se enfurna dentro da alma nos ermos da solidão
É uma sombra projetada de um corpo inacabado
No espelho da razão do viver estilhaçado



BEM NA PORTEIRA

Título
BEM NA PORTEIRA
Compositores
LETRA
GUJO TEIXEIRA
MÚSICA
SABANI FELIPE DE SOUZA
Intérprete
CRISTIANO QUEVEDO
Ritmo
CANÇÃO 
CD/LP
05º MINUANO DA CANÇÃO NATIVA
Festival
05º MINUANO DA CANÇÃO NATIVA
Declamador

Amadrinhador

Premiações
1º LUGAR
MÚSICA MAIS POPULAR

BEM NA PORTEIRA
(Gujo Teixeira, Sabani Felipe de Souza)


Circunstânciais os limites pra quem vive num moirão
Num rancho de terra bruta a um metro e tanto do chão
Um casal de João de Barro com paciência, bico e asa
Escolheu bem na porteira pra erguer o sonho da casa

O barro depois da chuva bastou pra toda morada
Mangueira de terra boa sovada com a cavalhada
O tempo fez dias claros e a construção foi parelha
Duas semanas e o rancho foi do alicerce pras telhas

O macho levava cantos pro timbre do alambrado
Na partitura da cerca, anunciava os bem chegados
Toda manhã de setembro um canto novo acordava
Quando a fêmea emplumada, por sobre o rancho cantava

Porta pro lado do sol, meter a cara em porfia
E um canto de passarinho chamando as barras do dia
Porque a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa
De renascer todo o dia, aonde existe esperança

Mas foi bem junto com a chuva que uma tropa de cruzada
Se apertou bem na porteira querendo pegar a estrada
E o moirão num trompaço perdeu o entono e a razão
E derrubou o ranchinho de terra e o ninho pro chão

E a tropa cruzou por diante sem repara o que fez
Casco e pisada quebraram dois sonhos de uma só vez
E o barreiro repousado no outro moirão da porteira
Parecia que buscava ao longe sua companheira

Custou, mas cantou de novo, de asas e bico aberto
Quando o casal se encontrou num cinamomo ali perto
Pra erguer um novo rancho no mesmo ciclo de espera
Longe do cruzo das tropas, na próxima primavera.


VERSOS DO AMOR SEM FIM

Título
VERSOS DO AMOR SEM FIM
Compositores
LETRA
SABANI FELIPE DE SOUZA
MÚSICA
SABANI FELIPE DE SOUZA
Intérprete
ANTÔNIO CARLOS MONTE
Ritmo
CANÇÃO
CD/LP
8º FESTIVAL DA MÚSICA CRIOULA
Festival
8º FESTIVAL DA MÚSICA CRIOULA
Declamador

Amadrinhador

Premiações
2º LUGAR
MELHOR INTÉRPRETE – ANTÔNIO CARLOS MONTE

VERSOS DO AMOR SEM FIM
(Sabani Felipe de Souza)

Plantei fundas esperanças no meu canto
Pois cantar é terra fértil pra quem ama
E as tristezas são sementes não crescidas
Na tua partida que em meu rosto se derrama

Estes meus versos andam tristes nos confins
Pois a saudade traz silêncio de taperas
Cevo meu mate nestas tardes de horas largas
Que são amargas quanto as noites de espera

Escuta minha prenda esta canção que fiz só pra ti
No universo nosso amor anda disperso
Buscando rimas pra estes versos que escrevi
Teus olhos meigos, do infinito pra onde foste
Rasgam o céu na escuridão dizendo a mim
Que tu me esperas pras eternas primaveras
Do novo mundo, cheio de paz e amor sem fim

Em que outro mundo aquerenciou-se afinal,
Se o meu olhar encilha o flete e sai pra vê-la?
Será nas águas mais profundas de algum mar?
Quem sabe o céu ganhou mais uma estrela

Ainda ergo aquele rancho que sonhamos
Nas voltas fundas, no fundo de algum rincão
Pra que a saudade tenha abrigo quando chegue
Aonde o sonho se casou com a solidão


A Paixão De Maria Clara

A Paixão De Maria Clara
(Marcelo D’Ávila, Nilton Junior da Silveira)

Corriam os anos de sangue e degola
Nas lutas mais brutas que o Sul conheceu
E nesse entrevero de morte e tristeza
Em tempos de guerra, o amor floresceu.

A Santa Maria da Boca do Monte -
De federalistas e republicanos –
Foi palco da história de sonho e poesia
De Maria Clara e Júlio Bozano.

O amor é uma planta que exige cuidados,
Que nasce semente e em flor desabrocha;
Assim foi a vida de entrega e paixão
De Maria Clara Mariano da Rocha

Mas a realidade prepara armadilhas
E a guerra não poupa heróis nem amantes:
No tiro certeiro da mão assassina
O jovem Bozano tombou, cambaleante.

A morte maleva cumpriu seu mandado
E o flete do tempo, impassível, passou,
E Maria Clara, fiel ao amado,
Num luto eterno jamais se casou.

O amor é uma planta que exige cuidados,
Que nasce semente e em flor desabrocha;
Assim foi a vida de entrega e paixão
De Maria Clara Mariano da Rocha

A dor e a tristeza tornaram-se força
E a moça buscou por um novo ideal
Nos bancos e livros da universidade
Formando-se médica na capital.

E Maria Clara, agora doutora,
Seguindo sua sina de amor e esperança,
Viveu a cuidar de outras Marias,
Marias-meninas, Marias-crianças.


Intérprete: Maria Helena Anversa, Robledo Martins


Casas Velhas

Casas Velhas
(Marcelo D’Ávila, Caine Teixeira Garcia)

Há sempre acordes de valsa
Pairando nas casas velhas
E um misto de geada e estrela
Prateando o ruivo das telhas.

Nas fontes frias dos pátios
Os gatos matam a sede
E o tempo pinta suas cores
Na memória das paredes.

O vento toca violino
Pelas frestas das janelas
Para que bailem as cortinas
À pálida luz das velas.

Nos sótãos empoeirados
(Que essas casas sempre os têm)
Se escondem baús antigos
Cujos donos são ninguém.

Respiram, as casas velhas,
Com uma quietude de poço –
Fecham seus olhos cansados
E sonham seu tempo moço.

Nas floreiras desbotadas
Restam cinzas e miasmas
E o silêncio das varandas
Conta histórias de fantasmas.

A cristaleira da sala
Guarda o vazio das demoras
E o relógio dorminhoco
Marca sempre a mesma hora.

Intérprete: Jean Kirchoff