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TÍTULO |
DE CAPA E BIQUEIRA |
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COMPOSITORES |
LETRA |
PAULO DIAS GARCIA |
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MÚSICA |
CARLOS MADRUGA |
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INTÉRPRETE |
ÂNGELO FRANCO |
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RITMO |
CHAMARRA |
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CD/LP |
5º CORDEIRAÇO DA CANÇÃO NATIVA |
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FESTIVAL |
5º CORDEIRAÇO DA CANÇÃO NATIVA |
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DECLAMADOR |
PAULO DIAS GARCIA |
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PREMIAÇÃO |
MELHOR INRÉRPRETE |
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MÚSICOS |
VIOLÃO SETE CORDAS: GUILHERME
CASTILHOS
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(PAULO DIAS GARCIA, CARLOS MADRUGA)
Tinha sido parilheiro desses de gritar buraco
Pingaço na estampa, um tigre no arreio
Dezessete e meio de sebo e macaco
Jeito calmo para um jardeio paciencioso na largada
Num grito de sem reserva depois da carreira atada
Destapava mais de corpo sem sentir o calor da tala
De penca acertada correndo uma quadra
A tala foi fora só por pataquada
E tapou de fora a boca da potrada
O zaino negro tapado sinuelo na polvadeira
Depois de pisar na frente só que a cancha terminasse
Ou então que Deus boleasse pro zaino entrega a carreira
Num tranco largo pras casas vinha cantando vasteira
Guaiaca forrada num tranco de volta
Meus zaino na escolta de capa e biqueira
Enferrujando a barbela bocando na boiadeira
Uma estampa de Rio Grande feito Quadro e moldurado
O tapado pendurado no galho duma figueira
A tarde se fez chuvosa só para chorar meu cavalo
Levou meu tempo de moço nas cruz do meu zaino antigo
Nos tempos que eu era gente com meu cavalo de tiro
O zaino negro tapado, sinuelo na polvadeira
Depois de pisar na frente só que a cancha terminasse
Ou então que Deus boleasse pro zaino entrega a carreira
Para pastar largava a mão lá na frente do focinho
Estampa de pingo bueno
Coragem embaixo da perna
Vai um naco do meu tempo na morte que hoje te eleva



