Despedida de um mateador

 

TÍTULO

DESPEDIDA DE UM MATEADOR

COMPOSITORES

LETRA

JORGE COSTA MELLO

MÚSICA

LUIZ BASTOS

INTÉRPRETE

JOÃO QUINTANA VIEIRA E GRUPO PARCERIA

RITMO

MILONGA

CD/LP

6º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA

FESTIVAL

6º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA

DECLAMADOR

 

PREMIAÇÃO

1º LUGAR

MÚSICOS

 

 DESPEDIDA DE UM MATEADOR

(Jorge Costa Mello, Luiz Bastos)

 

Quando o corpo esmoreceu, prenunciando meu fim,

Pego carona na alma e me dispo de mim.

Vou me aquecer nos braseiros dos fogões das estrelas

E matear os meus silêncios com a erva da palmeira

 

Andem-me ver nas manhãs, batendo os tições da aurora

Encilhando os meus amargos quando a tarde for embora

Qualquer pedaço de nuvens há de servir de pelego,

Para quem viveu no galpão, pateando sobre os arreios

 

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu

 

Quero seguir despacito pelo silêncio da trilha,

Cruzar o rio da vida, subir à eterna coxilha.

Nesta viagem sem volta, vou dar adeus a querência,

Deixando apelos de paz, a ecoar nas consciências

 

Andem-me ver nas manhãs, batendo os tições da aurora

Encilhando os meus amargos quando a tarde for embora

Qualquer pedaço de nuvens há de servir de pelego,

Para quem viveu no galpão, pateando sobre os arreios

 

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu





CANTO DE AUSÊNCIA

 

TÍTULO

CANTO DE AUSÊNCIA

COMPOSITORES

LETRA

ARMANDO VASQUEZ

MÚSICA

CARLOS MADRUGA

INTÉRPRETE

CÉSAR PASSARINHO

RITMO

TOADA MILONGA

CD/LP

26ª CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA

FESTIVAL

26ª CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA

DECLAMADOR

 

PREMIAÇÃO

 

MÚSICOS

VIOLÕES: CARLOS MADRUGA E MANO OLIVEIRA
 FLAUTA: ZÉ BLANCO

 
CANTO DE AUSÊNCIA
(Armando Vasquez, Carlos Madruga)

Se eu me for
O que será de nós?
Quem vai domar os potros?
Recorrer a invernada?
Quem vai servir meu mate?
Me amar na madrugada
Se eu me for
O que será de mim?
O que será de ti?
Se eu me fizer estrada
 
Sei que os rumos
Serão para mim resumos
De um derivar sem prumos
E léguas de ilusão
Se eu partir
Vou navegar sem porto
Pois a saudade é um cais no mar da solidão
Pois a saudade é um cais ... no mar da solidão
 
Quando ao longe gritar um quero-quero
Por certo lembrarás que ainda te quero bem
E da varanda tu olharás pra o campo
E me verás chegando mesmo sem ver ninguém
 
Se eu partir
Em despedida o vento
A voz do catavento
Virá chora por nós
Se eu partir
O que será de ti?
O que será de mim?
Quando estivermos sós
O que será de mim?
Quando estivermos sós?
 
Quando ao longe gritar um quero-quero
Por certo lembrarás que ainda te quero bem
E da varanda tu olharás pra o campo
E me verás chegando mesmo sem ver ninguém




Poncho Pátria

TÍTULO

PONCHO PÁTRIA

COMPOSITORES

LETRA

SÉRGIO CARVALHO PEREIRA

MÚSICA

JARI TERRES / LUIZ MARENCO

INTÉRPRETE

JARI TERRES E GUSTAVO TEIXEIRA

RITMO

MILONGA

CD/LP

12º UM CANTO PARA MARTIN FIERRO

FESTIVAL

12º UM CANTO PARA MARTIN FIERRO

DECLAMADOR

 

PREMIAÇÃO

PRIMEIRO LUGAR, MELHOR LETRA, MELHOR MELODIA, MELHOR APRESENTAÇÃO DE PALCO, MELHOR CONJUNTO INSTRUMENTAL

MÚSICOS

VIOLÕES: EDILBERTO TEIXEIRA NETO E EVERSON MARÉ
GUITARRÓN: CRISTIAN CAMARGO
CORDEONA: MANO JR.
BAIXO: JULIANO GOMES


PONCHO PÁTRIA
(Sérgio Carvalho Pereira, Jari Terres, Luiz Marenco)
 
Visto este poncho, que por algo é poncho pátria
Antiga peça formadora de querência
Galpão de estância que saiu pras invernadas
Casa quinchada de sombreio e resistência
 
Fogo que anda em baetas de coronilha
Pinta a coxilha em negrumes de picumã
E guarda o cheiro do gado pela manhã
Se levantando entre ronda e massanilla
 
E fomos troncos tapados pela geada
Entre aroeira, pitangueira e ariticum
Que um fim de maio nos branqueou de madrugada
Rondando a tropa na costa do Inhatium
 
Da lã mais nobre de una marrada oriental
Velo tingido por tintura de raiz
Meu poncho é traço do mapa meridional
Redesenhando a figura do meu país
 
Eu desconheço traste que seja mais pampa
Que um poncho pátria pelos ombros de um paisano
Um toldo aberto pela crina e pela anca
Moldando el gaucho pelo solo americano
 
Meu poncho pátria foi farda de regimento
Foi armamento em pátio de pulperia
E amansou a força bruta em cada vento
Pra embalar o mundo gaucho que nascia
 




 

DE CAPA E BIQUEIRA

 

TÍTULO

DE CAPA E BIQUEIRA

COMPOSITORES

LETRA

PAULO DIAS GARCIA

MÚSICA

CARLOS MADRUGA

INTÉRPRETE

ÂNGELO FRANCO

RITMO

CHAMARRA

CD/LP

5º CORDEIRAÇO DA CANÇÃO NATIVA

FESTIVAL

5º CORDEIRAÇO DA CANÇÃO NATIVA

DECLAMADOR

PAULO DIAS GARCIA

PREMIAÇÃO

MELHOR INRÉRPRETE

MÚSICOS

VIOLÃO SETE CORDAS: GUILHERME CASTILHOS                 
VIOLÃO SETE CORDAS: JEAN CARLO GODOY                      
VIOLÃO:  CARLOS MADRUGA                        

 

 
DE CAPA E BIQUEIRA
(PAULO DIAS GARCIA, CARLOS MADRUGA)
 
Tu lembra do zaino que morreu no potreiro
Tinha sido parilheiro desses de gritar buraco
Pingaço na estampa, um tigre no arreio
Dezessete e meio de sebo e macaco
 
Não desmentia o relógio nem de sebo de cruzada
Jeito calmo para um jardeio paciencioso na largada
Num grito de sem reserva depois da carreira atada
Destapava mais de corpo sem sentir o calor da tala
 
De bocal de pano por potro ainda novo
De penca acertada correndo uma quadra
A tala foi fora só por pataquada
E tapou de fora a boca da potrada
 
Depois de estourar as caixas largava feito um balaço
O zaino negro tapado sinuelo na polvadeira
Depois de pisar na frente só que a cancha terminasse
Ou então que Deus boleasse pro zaino entrega a carreira
 
Se foi o floreio, a carpeta cerrada.
Num tranco largo pras casas vinha cantando vasteira
Guaiaca forrada num tranco de volta
Meus zaino na escolta de capa e biqueira
 
Com a água do açude a meia costela
Enferrujando a barbela bocando na boiadeira
Uma estampa de Rio Grande feito Quadro e moldurado
O tapado pendurado no galho duma figueira
 
Morreu meu zaino tapado das carrerada que falo
A tarde se fez chuvosa só para chorar meu cavalo
Levou meu tempo de moço nas cruz do meu zaino antigo
Nos tempos que eu era gente com meu cavalo de tiro
 
Depois de estourar as caixas largava feito um balaço
O zaino negro tapado, sinuelo na polvadeira
Depois de pisar na frente só que a cancha terminasse
Ou então que Deus boleasse pro zaino entrega a carreira
 
Na frente das casas ressojava solito
Para pastar largava a mão lá na frente do focinho
Estampa de pingo bueno
Coragem embaixo da perna
Vai um naco do meu tempo na morte que hoje te eleva





PÃO POR DEUS

TÍTULO

PÃO POR DEUS

COMPOSITORES

LETRA

IVAN DA TERRA

MÚSICA

ELTON SALDANHA

INTÉRPRETE

ELTON SALDANHA

RITMO

 

CD/LP

08ª MOENDA DA CANÇÃO

FESTIVAL

08ª MOENDA DA CANÇÃO

DECLAMADOR

AMADRINHADOR

MÚSICOS

VIOLÃO E VOZ: ELTON SALDANHA
VOLÃO SOLO E VOCAL: LÚCIO YANEL
ACORDEON E VOCAL: LUIZ CARLOS BORGES
TROMPETE E VOCAL: JORGINHO DO TROMPETE
BATERIA E VOCAL: ALEMÃO DO BORORÉ
BAIXO E VOCAL: PAULO DENIZ JUNIOR
PANDEIRO E VOCAL: IVAN DA TERRA
ARRANJO: COLETIVO

 


PÃO POR DEUS
(Ivan da Terra, Elton Saldanha)
 
O cinamomo floriu
Nas terras da beira mar
As flores inventam cores
O passaredo a cantar
 
Num coração rendilhado
Um pedido apaixonado
O pão por Deus vou clamar
 
Lá na cabeça da serra
O novo sonho é florir
Deus faz pão e manda flor
Ao coração que pedir
 
Vai voar meu coração
Nas asas de um beija-flor
Eu vou pedir pão por Deus
Pra minha fome de amor
 
O mar amou numa nuvem
Enfeitado de algodão
A chuva chorou no trigo
No labor se fez o pão
 
Escreveu olhos de mar
É de amor o pão que eu fiz
Coração de quem faz pão
Ao se dar já é feliz
Vem querer eu
Meu pão por Deus