Despedida de um mateador

 

TÍTULO

DESPEDIDA DE UM MATEADOR

COMPOSITORES

LETRA

JORGE COSTA MELLO

MÚSICA

LUIZ BASTOS

INTÉRPRETE

JOÃO QUINTANA VIEIRA E GRUPO PARCERIA

RITMO

MILONGA

CD/LP

6º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA

FESTIVAL

6º CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA

DECLAMADOR

 

PREMIAÇÃO

1º LUGAR

MÚSICOS

 

 DESPEDIDA DE UM MATEADOR

(Jorge Costa Mello, Luiz Bastos)

 

Quando o corpo esmoreceu, prenunciando meu fim,

Pego carona na alma e me dispo de mim.

Vou me aquecer nos braseiros dos fogões das estrelas

E matear os meus silêncios com a erva da palmeira

 

Andem-me ver nas manhãs, batendo os tições da aurora

Encilhando os meus amargos quando a tarde for embora

Qualquer pedaço de nuvens há de servir de pelego,

Para quem viveu no galpão, pateando sobre os arreios

 

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu

 

Quero seguir despacito pelo silêncio da trilha,

Cruzar o rio da vida, subir à eterna coxilha.

Nesta viagem sem volta, vou dar adeus a querência,

Deixando apelos de paz, a ecoar nas consciências

 

Andem-me ver nas manhãs, batendo os tições da aurora

Encilhando os meus amargos quando a tarde for embora

Qualquer pedaço de nuvens há de servir de pelego,

Para quem viveu no galpão, pateando sobre os arreios

 

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu

Soprando as brasas da noite com aba do chapéu,

Vou conservar os braseiros pelos carijos do céu





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