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Poncho Pátria

TÍTULO

PONCHO PÁTRIA

COMPOSITORES

LETRA

SÉRGIO CARVALHO PEREIRA

MÚSICA

JARI TERRES / LUIZ MARENCO

INTÉRPRETE

JARI TERRES E GUSTAVO TEIXEIRA

RITMO

MILONGA

CD/LP

12º UM CANTO PARA MARTIN FIERRO

FESTIVAL

12º UM CANTO PARA MARTIN FIERRO

DECLAMADOR

 

PREMIAÇÃO

PRIMEIRO LUGAR, MELHOR LETRA, MELHOR MELODIA, MELHOR APRESENTAÇÃO DE PALCO, MELHOR CONJUNTO INSTRUMENTAL

MÚSICOS

VIOLÕES: EDILBERTO TEIXEIRA NETO E EVERSON MARÉ
GUITARRÓN: CRISTIAN CAMARGO
CORDEONA: MANO JR.
BAIXO: JULIANO GOMES


PONCHO PÁTRIA
(Sérgio Carvalho Pereira, Jari Terres, Luiz Marenco)
 
Visto este poncho, que por algo é poncho pátria
Antiga peça formadora de querência
Galpão de estância que saiu pras invernadas
Casa quinchada de sombreio e resistência
 
Fogo que anda em baetas de coronilha
Pinta a coxilha em negrumes de picumã
E guarda o cheiro do gado pela manhã
Se levantando entre ronda e massanilla
 
E fomos troncos tapados pela geada
Entre aroeira, pitangueira e ariticum
Que um fim de maio nos branqueou de madrugada
Rondando a tropa na costa do Inhatium
 
Da lã mais nobre de una marrada oriental
Velo tingido por tintura de raiz
Meu poncho é traço do mapa meridional
Redesenhando a figura do meu país
 
Eu desconheço traste que seja mais pampa
Que um poncho pátria pelos ombros de um paisano
Um toldo aberto pela crina e pela anca
Moldando el gaucho pelo solo americano
 
Meu poncho pátria foi farda de regimento
Foi armamento em pátio de pulperia
E amansou a força bruta em cada vento
Pra embalar o mundo gaucho que nascia
 




 

EU TAMBÉM SOU CAMBARÁ

 

TÍTULO

EU TAMBÉM SOU CAMBARÁ

COMPOSITORES

LETRA

JORGE NICOLA PRADO

MÚSICA

EDU NOVAKOSKI

INTÉRPRETE

EDU NOVAKOSKI

RITMO

MILONGA

CD/LP

42ª COXILHA NATIVISTA

FESTIVAL

42ª COXILHA NATIVISTA

MÚSICOS

VIOLÃO E VOCAL - RODRIGO RODRIGUES

VIOLÃO E VOCAL - RODRIGO MARTINS

CONTRABAIXO E VOCAL - EVERTON BARLET

VIOLINO - ROBERT CRUZ

ACORDEON - EDUARDO MOCELLIN

PREMIAÇÕES

MELHOR TEMA ALUSIVO A CRUZ ALTA

 

EU TAMBÉM SOU CAMBARÁ
(Jorge Nicola Prado, Edu Novakoski)
 
Eu também cheguei de longe e a cisma trouxe de lá
Sou em Santa Fé ou Cruz Alta querência no Cambará
 
Capitão de paz e guerra, já cansado de pelear
Decidiu que Santa Fé é lugar para se morar
Altivo meio pachola, levemente debochado,
Apeou-se despacito do alazão acastanhado
 
Foi num buenas e me espalho que se abancou no bolicho
Orelhando a própria sorte travou palanque e rabicho
Ao conhecer gente buena tornou-se um aquerenciado
Ganhou no amor de Bibiana razões para o sonho sonhado
 
Eu também cheguei de longe e a cisma trouxe de lá
Sou em Santa Fé ou Cruz Alta querência no Cambará
 
Ainda hoje há Rodrigos e vindos de outro lugar,
Adotam esta querência, repetindo a luz do olhar
Cultivam sonhos e amigos, firmando cerne e raiz,
Mesclando afeto e trabalho na busca de ser feliz
 
Curiosidades da vida que tantos chamam destino
Vão definindo o que a sina é o bem do qual me aproximo
Assim se nos apegamos pelos trechos conhecidos,
Sem descobrir se escolhemos ou se fomos escolhidos
 
Eu também cheguei de longe e a cisma trouxe de lá
Sou em Santa Fé ou Cruz Alta querência no Cambará




 

NA ESCOLA GRANDE DA VIDA

 

TÍTULO

NA ESCOLA GRANDE DA VIDA

COMPOSITORES

LETRA

JORGE NICOLA PRADO

MÚSICA

MARCOS ALVES

JORGE ANTONIO MARTINS DE ALMEIDA

INTÉRPRETE

VINÍCIUS RIBEIRO

JORGE NICOLA PRADO (DECLAMADO)

RITMO

MILONGA

CD/LP

25ª TERTÚLIA MUSICAL NATIVISTA

FESTIVAL

25ª TERTÚLIA MUSICAL NATIVISTA

DECLAMADOR

AMADRINHADOR

PREMIAÇÕES

2º LUGAR

MELHOR LETRA

 

NA ESCOLA GRANDE DA VIDA
(Jorge Nicola Prado, Marcos Alves, Jorge Antonio Martins De Almeida)
 
Ouça o clarim das ilusões chamando em seu reponte louco nos pedregulhos
Ao andar pensei: "Todo cuidado é pouco.”
 
Na escola grande onde a razão aponta e o querer ensina
Sobram motivos entre sonhos tantos pra escolher estrada
Quantos luzeiros que seduzem muito e a ilusão domina
Com fantasias que prometem tudo e que protegem nada
 
Leve o punhado da melhor semente, a mão serena a replantar os campos
Cuida os amigos que te são diletos, pois desse afeto a alma se alimenta
Procura exemplo em referências claras por atitudes plenas de consciência
Mistura tintas no teu pergaminho, que o bom caminho o coração inventa
 
Nos pedregulhos, ao andar bem sei todo cuidado é pouco
Acerto e erro no escolher é tela que a rigor se pinta
Ouça o clarim das ilusões chamando em seu reponte louco
Mas quando for pra se mirar, escolha espelho que não minta
 
Leve o punhado da melhor semente, a mão serena a replantar os campos
Cuida os amigos que te são diletos, pois desse afeto a alma se alimenta
Procura exemplo em referências claras por atitudes plenas de consciência
Mistura tintas no teu pergaminho, que o bom caminho o coração inventa
 
Em cada passo que se dê de certo restará vivência
No experimento de andejar na vida sem receita pronta
Há um inventário no final que ajusta causa e consequência
E a mão do tempo vai chegar em tempo para fechar a conta
 
Leve o punhado da melhor semente, a mão serena a replantar os campos
Cuida os amigos que te são diletos, pois desse afeto a alma se alimenta
Procura exemplo em referências claras por atitudes plenas de consciência
Mistura tintas no teu pergaminho, que o bom caminho o coração inventa




 

APARTE DE ILUSÕES

 

TÍTULO

APARTE DE ILUSÕES

COMPOSITORES

LETRA

JOEL FREITAS PAULO

JORGE C. PRADO

MÚSICA

JOSÉ ANTONIO RODRIGUES

INTÉRPRETE

GEOVANE LEMOS

CESAR PASSARINHO

RITMO

MILONGA

CD/LP

16ª GAUDERIADA DA CANÇÃO GAÚCHA

FESTIVAL

16ª GAUDERIADA DA CANÇÃO GAÚCHA

DECLAMADOR

AMADRINHADOR

PREMIAÇÕES

 

 
APARTE DE ILUSÕES
(Joel Freitas Paulo, Jorge C.Prado, José Antonio Rodrigues)
 
O sonho tornou-se alado em busca do acalanto
Pra escutar berros de potro e o tahã com seu canto
Quem sabe procure o jujo, que cure algum desencanto
 
Ao tranco manso das horas, na solidão que se alonga
Quero ouvir tinir de esporas ou uma canção de araponga
E o coração dá o compasso pros acordes da milonga
 
Chora gotas de saudade, faz no pinho um bordoneio
Quem fez do campo o seu mundo e hoje ausentou-se do arreio
 
Do velho oficio campeiro de guasqueiro e domador
Doma a lembrança baguala que traz em seu interior
Que trança tentos de ausência formando o sovéu da dor
 
Quem semeou esperanças no meio das multidões
Sonha atar rédeas pro pago, recanto destes varões
Pois o horizonte buscado é um aparte de ilusões
 
Chora gotas de saudade, faz no pinho um bordoneio
Quem fez do campo o seu mundo e hoje ausentou-se do arreio



 

FARPADO

 

 

TÍTULO

FARPADO

COMPOSITORES

LETRA

GUJO TEIXEIRA

BRUNO SELIGMAN DE MENEZES

MÚSICA

SABANI FELIPE DE SOUZA

INTÉRPRETE

FILIPI OELSNER COELHO

RITMO

MILONGA

CD/LP

8° ACORDES DO PAMPA EM CANÇÃO

FESTIVAL

8° ACORDES DO PAMPA EM CANÇÃO

MÚSICOS

Violão: Marcelinho Carvalho

Contrabaixo: Xuxu Nunes

Acordeon: Diego Machado

PREMIAÇÃO

1º LUGAR

MELHOR INSTRUMENTISTA: MARCELINHO CARVALHO

MELHOR INTÉRPRETE

MELHOR POESIA

 

 

FARPADO
(Bruno Seligman de Menezes, Gujo Teixeira, Sabani Felipe de Souza)

O arame retorcido
Adorna o fio esticado.
Separa pra cada lado
Sentimentos incontidos.
 
É só um, no alambrado
Dos sete fios da divisa.
- obedece quem precisa,
Quem se opõe é contrariado...
 
Que a ânsia de liberdade
Se contrapõe ao anseio,
De cobiçar o alheio
Nos atalhos da maldade.
 
Pois há de ser entendido
O que diz nas entrelinhas
Que embora sendo vizinhas
Toda a razão tem sentido.
 
E não vai ser o arame
- mesmo em cerca farpada-
Que vai conter a cruzada
A quem não cumpre ditames.
 
Mas em outra circunstância
Pelas manhãs da campanha,
Se veste em teia de aranha
Pra contestar sua arrogância.
 
Palanque, arame e trama
Santa trindade campeira
Um mundo, várias maneiras
De se apartar os seus dramas...
 
Na dualidade fronteira
Que é liberdade ou prisão
É a estranha condição
De alambrado e porteira
 
E aos que tentem cruzar
Os limites já traçados
Fica o couro riscado
Como lição de ensinar...




 

ESTÂNCIA, FLETE E PEÃO

 

TÍTULO

ESTÂNCIA, FLETE E PEÃO

COMPOSITORES

LETRA

JOSÉ FELICIANO

MÚSICA

SABANI FELIPE DE SOUZA

INTÉRPRETE

ADAMS CEZAR

RITMO

CD/LP

1ª COLINA DA MÚSICA GAÚCHA

FESTIVAL

1ª COLINA DA MÚSICA GAÚCHA

MÚSICOS

 

PREMIAÇÃO

 

 

ESTÂNCIA, FLETE E PEÃO
(José Feliciano, Sabani Felipe de Souza)
 
Todo campeiro na infância teve um flete, ou foi de vara, de taquara ou alecrim
Me fui crescendo, vendo o pai sempre lidando, sonhando um dia ter um flete só pra mim
Quem traz na alma esperança, sonho em mente, tem pela frente muitos fletes no capim
E quem semeia um viver acampeirado, empunha o prato pras estâncias não ter fim.
 
Flete esperança da vida amarga, não foi de carga nem de rendilha
Foi sonho guacho do piazito na infância, de ter estância e hoje tem uma tropilha
Flete esperança da vida amarga, não foi de carga nem de rendilha
Foi sonho guacho do piazito na infância, de ter estância e hoje tem uma tropilha
 
É sobre o flete que o campeiro faz a lida, e ganha a vida no ofício de ser peão
Se de parceiro levar sempre um cusco amigo, nem ao perigo lhe deve satisfação
Quando envolvido num floreio que tem dona, ouve a cordiona, fica de rédeas no chão
O que seria do peão sem o seu flete, e do seu flete sem estância e sem peão.
 
Flete esperança da vida amarga, não foi de carga nem de rendilha
Foi sonho guacho do piazito na infância, de ter estância e hoje tem uma tropilha
Flete esperança da vida amarga, não foi de carga nem de rendilha
Foi sonho guacho do piazito na infância, de ter estância e hoje tem uma tropilha
 
Até nos dias que o campeiro enfim se abala, e põe na mala canha, mate e violão
Leva o parceiro pra tropear noutra jornada, pra ver a amada na estância do coração
Flete é cavalo, bom de rede e aparência, bem encilhado esbanja luxo e elegância
Fiel amigo do peão no entreveiro, e companheiro nas duras lidas da estância
 
Flete esperança da vida amarga, não foi de carga nem de rendilha
Foi sonho guacho do piazito na infância, de ter estância e hoje tem uma tropilha
Flete esperança da vida amarga, não foi de carga nem de rendilha
Foi sonho guacho do piazito na infância, de ter estância e hoje tem uma tropilha