A Pátria À Beira De Um Rio
(Martin César Gonçalves, Paulo Timm, Alessandro Gonçalves)
Roda carreta é o destino
Andar por anos a fio
A pátria ainda é um menino
Brincando à beira de um rio
Depois virão as fronteiras
Marcando a sangue esta terra
Trezentos anos de poeira
Da história de tantas guerras.
Range a carreta do tempo
Singrando a pampa sem fim
Seu canto antigo é um lamento
Que eu trago ponteando em mim.
Cerro, canhada... recuerdos
De secas, cheias e geadas
O mundo tranqueia lento
No mesmo andar da boiada
Ferro, madeira... silêncio
Do tempo que tudo acalma
Carreta, estrada... é o vento
Três pátrias dentro da alma