Baldas de Potro Cuiudo

Baldas de Potro Cuiudo
(Anomar Danúbio Vieira, Fabrício Harden)

O bagual mouro resolveu me exprimenta
Em seguida de munta quando campeava um estrivo
Mas que eu me lembre o homem comanda o cavalo
E o resto é pura bobagem criada pra vender livro

O bagual mouro resolveu me exprimenta
Em seguida de munta quando campeava um estrivo
Mas que eu me lembre o homem comanda o cavalo
E o resto é pura bobagem criada pra vender livro

Bagual tranqüilo nunca tinha corcoveado
De rédea andava costeado já no ponto de enfrenar
Deve ter sido por causa do Vento Norte
Se arrastou batendo forte com ganas de me sacar

Deve ter sido por causa do Vento Norte
Se arrastou batendo forte com ganas de me sacar

E as nazarenas que eu não carrego de enfeite
Resolveram provar os dentes tenteando a força na perna
O que se passa na cabeça de um matungo
Que agarra nojo do mundo e do tento que lhe governa

Pegou na volta com cacoetes de aporreado
Já que me encontro estrivado e ainda por cima de lua
Me fui na boca caiu sentado na cola
Já que frequentamo a escola da velha doma charrua

Levei os ferro e lhe enredei num quero-quero
Cavalo que eu considero respeita o índio campeiro
Deu mais uns talhos e viu que se topou mal
Seguiu mascando o bocal num trote bueno e ordeiro

Fiquei pensando co'as rédeas por entre os dedos
Nos mistérios e segredos deste ofício macanudo
Se um flete manso devalde se queda brabo
Deve ser obra do diabo ou baldas de potro cuiudo

Se um flete manso devalde se queda brabo
Deve ser obra do diabo ou baldas de potro cuiudo

E as nazarenas que eu não carrego de enfeite
Resolveram provar os dentes tenteando a força na perna
O que se passa na cabeça de um matungo
Que agarra nojo do mundo e do tento que lhe governa

Pegou na volta com cacoetes de aporreado
Já que me encontro estrivado e ainda por cima de lua
Me fui na boca caiu sentado na cola
Já que frequentamo a escola da velha doma charrua

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