Onde o Campeiro se Ajoelha

Onde o Campeiro se Ajoelha
(Hilo Paim, Flávio Campos Sartori, Adams César)

Essas aguadas no campo,
Refletindo o azul do céu,
Onde o campeiro se ajoelha,
Retirando o seu chapéu.

Juntando as mãos agradece,
Cumprindo com o seu ritual,
Frente a um espelho de vida,
Saciando homem e animal.

Pra quem conhece os caminhos,
Que vão do campo ao galpão,
Não se perde nos atalhos,
Por ter sentido e razão.
Sabe que o mundo é maior,
Do que nos mostra a visão,
E os invernos ficam mansos,
Ao pé de um fogo de chão.

Essas aguadas são vida,
No aconchego do galpão,
Juntando campo, água e sonhos,
Num mate à concha da mão.

É Nessas horas que o tempo,
Aos poucos muda de cor,
Pois quem gosta do que vive,
Vive tudo por amor.

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