Erva Mate

Erva Mate
(Ataliba de Lima Lopes, Luis Carlos Lanfredi)

Erva mate galponeira
Que acalenta o pajador
O teu carijo é a bandeira
Do Rio Grande mateador

Com o taura que perde o sono
Tu te afivela faceira
Só recomenda teu dono
Não deixe ferver a chaleira.

Enraizou-se na história
Com tua espuma esverdeada
Fez da cuia tua memória
E da bomba china delgada

Rainha que se levanta
Emponchada na coxilha
Curandeira de erva santa
Do gaúcho farroupilha

Do porongo fiz meu sonho
Da erva fiz o meu chão
Carrego versos profundos
Com gosto de chimarrão.


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