Poema Materno

Poema Materno
(Maria Ester Vidal)              Amadrinhador: Miguel Brasil

Hoje é um dia como tantos outros...
Um amanhecer, a brisa soprando leve,
Um sol a nos aquecer...Uma vida rotineira, breve.

Algo, porém se evidencia...As flores saíram dos jardins, deixaram os quintais
E são bem mais...! São buquês, são botões, são nada iguais,
Que perfuma a cidade, e não há diversidade na emoção que se refaz!
Dia das mães...É festa!
O vento, já perfumado, bate em janelas diversas,
Traz a emoção submersa de um dia cheio de paz...!
Mãe que percorre as calçadas nos afazeres do dia,
Hoje as ruas te sustentam como tapetes e guias...
Abraçam-te em cumprimentos...Sabendo do que és capaz!

Tens no olhar a vivência que sempre nos quer passar,
Sabedoria dos monges com cantigas de ninar!
Nos teus braços há sempre um lume
Igual ao dos vaga-lumes que nos indicam o lugar!

Mãe, que filha te dizes da grande Nossa Senhora
Bendita se faz esta hora em que eu poso dizer:
- Abençoado é o dia em que me olhas de longe
E com uma Ave-Maria procuras me proteger!

Que teus olhos sempre atentos, possam enxergar sentimentos
Que não soubemos dizer! Que possam ler o poema
Que apesar do belo tema, não se consegue escrever!



POEMA MATERNO - Maria Ester Vidal by guascaletras

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