A Querência É Residente


A Querência É Residente
(Vaine Darde, João Bosco Ayala)

Não penses que a querância te abandona
No momento em que te ausentas
A querência te acompanha
E vestida de saudade,
Na distância se apresenta

Pois sempre quando a gente vive fora
O coração não se acostuma
Nem percebe que por dentro
Quanto mais o tempo passa
A querência se avoluma

Onde somos passageiros,
A querência é residente
A querência é a existência
Do pampa dentro da gente

A querência muito mais que geografia
É sentimento crescente
A gente se ausenta dela
Porém percebe que ela
Fica morando na gente.

Toda vez que alguém se vai
Pra fazer itinerário
A querência se expande
E onde quer que se ande
Ela impõe seu território.

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