A Tropilha Maragata

 A Tropilha Maragata
(Rodrigo Bauer, Fabrício Harden)

Na missioneira São Borja,
Plantada lá na Fronteira,
Tem uma tropilha guapa,
Uma eguada caborteira
Que corcoveia por nada;
Mas oigaletê “porquera”!
Tem a picaça Dondoca
Que sai escavando toca,
“chacoaiando” o calavera!

Na Tropilha Maragata
Quem relinchar “veiaqueia”;
E o Júlio que é o proprietário
Conhece a parada feia!
Vem de família campeira,
Que não se enreda em maneia...
Dizem que foi batizado
No lombo de um aporreado
E até a sua vó gineteia!

Tem a gateada Katurra
Que, na gurupa, é um tufão!
No lombo da Vanessinha
Quem monta já está no chão!
O pintado Pega Leve...
E a zaina Tequila, então?
No basto oriental é certo!
E a Coral pra o basto aberto
Mostra que tem vocação!

Tem a zaina Água Bonita
Para animar o rodeio,
A colorada Doutora
Que receita um tombo feio,
A gateada Castelhana
Que atora o Rio Grande ao meio!
Não sei se acorda amanhã
Quem pega a Camburetã
Bufando que nem rio cheio!

No rincão dessa tropilha
Ninguém respeita cancela,
Até o petiço aguateiro
Já sai batendo tigela,
As “véia” brigam de foice,
Vaca do tambo atropela...
No galpão só tem bandido,
Por qualquer mal-entendido
Voa um pela janela!

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